Esquecimento é uma queixa muito comum no consultório do neurologista. Geralmente é uma sintoma isolado, como esquecer uma panela no fogão aceso, ou esquecer de pegar o filho/neto na escola.

É muito comum, também, a queixa de lapsos de memória ou dificuldade para reter novas informações, com queda do desempenho na faculdade ou trabalho.

Nem sempre, o esquecimento quer dizer Alzheimer. Frequentemente, o esquecimento está ligado a outras doenças, como transtornos do humor, infecções e até mesmo falta de algumas vitaminas específicas no corpo.

Grande parte das vezes, esquecimentos são sintomas associados a episódios inespecíficos e não estão sempre associados a doenças.

De maneira geral, os transtornos do humor, como depressão e ansiedade são as causas mais comuns de esquecimento no dia-a-dia. Seja no jovem, no adulto e até mesmo no idoso.

Isso acontece pois o processo de aprendizado e retenção de informação envolve vários mecanismos, que se integram para trazer à tona algo recentemente visto ou analisado.

A memória envolve um mecanismo de atenção e concentração, que é a parte de focar em um assunto de cada vez e não dividir a atenção com outros estímulos externos, seja sonoro (música, barulhos, conversas paralelas) ou estímulo visual (como TV ligada, pessoas passando ao redor).

Envolve, também, um processo de repetição (uma informação vista várias vezes tem maior chance de ser armazenada), e a capacidade de associação (quando você relaciona uma atividade com outra previamente aprendida).

Caso, ao menos um desses processos esteja comprometido, o resultado pode ser de um déficit de memória.

O paciente ansioso, com transtorno depressivo, ou transtorno afetivo, muitas vezes não possui estímulos externos que diminuam sua atenção. Porém, suas preocupações, medos e angústias diminuem significativamente sua capacidade de concentração e sua habilidade de associação, levando a um prejuízo muito grande na memória, com queixas cada vez mais progressiva de esquecimentos.

Quando me preocupar com meus esquecimentos?

Sempre que a queixa de esquecimentos for mantida por longos períodos, ou quando for progressiva, com a percepção de estar cada vez mais importante e principalmente sempre que o problema de memória levar a prejuízos nas atividades diárias, com comprometimento das atividades rotineiras, o médico neurologista deve ser consultado, para que se possa avaliar o grau de comprometimento real da queixa e a necessidade de maior investigação.

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